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Resenha: E de Extermínio (eBook)

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Saiba antes de ler: não sou crítico literário nem detentor da verdade absoluta. O texto abaixo relata as impressões que tive após a leitura deste livro e não traz quaisquer revelações quanto ao enredo.

Autor do elogiado romance O Alienado e de inúmeros contos, o fluminense Cirilo S. Lemos já demonstrou talento nato para desenvolver tramas e personagens fascinantes. Nesta criativa ficção científica retrofuturista, porém, Cirilo se supera. Publicado em formato físico e digital, E de Extermínio é uma das mais gratas surpresas editoriais de 2015.

No século XX, um Brasil alternativo liderado pelo Imperador D. Pedro III está à beira de uma crise: monarquistas, militares, comunistas e potências estrangeiras brigam pelo poder. Alheio às intrigas, um matador de aluguel consumido pela culpa e atormentado pelas visões de uma santa aceita um contrato que atrelará o destino da nação ao de sua própria família.

A premissa pode até parecer simplória, mas não se engane: os desdobramentos das ações do matador Jerônimo Trovão e de seus filhos Deuteronômio e Levítico são espetaculares e muito bem amarrados – a trama atravessa cerca de uma década da história do Brasil. Os personagens históricos, a tensão política e o clima de revolução industrial são desenvolvidos com maestria e Cirilo foi especialmente inventivo na representação dos aspectos paranormais da obra.

Ao longo da narrativa há a inserção de manchetes fictícias que fornecem um panorama geral dos bastidores e sugam cada vez mais o leitor para esse universo alternativo – sim, trata-se de um recurso comum, mas que funciona muito bem neste livro.

O estilo de Cirilo é agradável e a leitura flui naturalmente. O uso de siglas sem o devido nome por extenso pode gerar confusão, ao menos no princípio – pode ser difícil lembrar que AIB significa Ação Integralista Brasileira. A falta de algumas descrições (como das armas utilizadas pelos personagens) em certos momentos também pode incomodar.

O livro tem uma pegada pulp assumida desde a capa e reserva boas doses de ação e mistério. Mais do que diversão, porém, E de Extermínio propõe reflexões, algo comum nos trabalhos de Cirilo. Populismo, luta de classes, tradição versus modernidade, e outros tópicos polêmicos são abordados em suas 248 páginas, mas sem tom panfletário – o autor deixa que o leitor tire suas próprias conclusões.

Com suas máquinas movidas a diesel, cenários fantásticos, paranormalidade e conspirações, o Brasil recriado por Cirilo é um lugar novo e, ainda assim, perturbadoramente familiar. Mais do que recomendada, esta é uma leitura imperdível.

Assim, eu concedo 5 penas-tinteiro (ou estrelas).

E esta é a humilde opinião de um escriba.

E de Extermínio é a versão mais desenvolvida (e complexa) de Autos do Extermínio – não à toa, o título dado à primeira de quatro partes do livro – noveleta finalista do Prêmio Argos 2012 e que integra a coletânea internacional The Mammoth Book of Dieselpunk.

eBook 7 coisas que aprendiCirilo está entre os escritores que contribuíram para a série “7 coisas que aprendi”. Quer saber mais? Confira aqui a experiência de Cirilo S. Lemos.

Para saber mais:
  1. Cirilo no Facebook: perfil do escritor.
  2. Cirilo no Twitter: perfil do escritor.
  3. Cirilo na Amazon: trabalhos publicados do escritor.

Um acordo com o Dragão – Editora Parceira

Editora DracoDiz um futuro provérbio: nunca faça acordos com um dragão. Mas o Escriba Encapuzado decidiu abrir uma exceção. A Editora Draco marca presença no mercado editorial nacional há mais de 5 anos e tem se destacado no incentivo à literatura produzida por aqui.

O catálogo da Draco é vasto e diversificado; encontram-se ali livros para todos os gostos: fantasia, ficção científica, terror, chick lit, policial, erótico, etc. Entre as fileiras de autores, há tanto nomes novos e promissores – Eric Novello, Cirilo S. Lemos, Kássia Monteiro – quanto figuras da velha guarda – Roberto de Souza Causo, Gerson Lodi-Ribeiro, Carlos Orsi.

Outra característica fantástica: a Editora Draco disponibiliza quase todo o seu acervo no Kindle Unlimited, programa de aluguel de livros da Amazon onde é possível ler vários livros pagando-se uma mensalidade módica de R$ 19,90.

Tesouros do Dragão

Daí o leitor se pergunta: quais são os benefícios dessa parceria para mim? Paciência, jovem padawan. Tenho ideias em mente, mas ainda preciso discuti-las com o cara do capuz, afinal, este espaço é dele. Por ora, o que faremos é divulgar também por aqui as ações da Editora Draco: eventos, lançamentos, promoções. Publicaremos algumas resenhas à medida que formos desbravando o catálogo: o chefe e eu temos vários livros da Editora Draco; com a parceria, eles serão priorizados em nossas listas de leitura.

Contos Gratuitos

E pra começar, a Editora Draco está disponibilizando de graça alguns eBooks dos Contos do Dragão, um acervo de histórias curtas e baratinhas, perfeitas para se ler durante o café (e a crise). Lembrando sempre que não é preciso ter Kindle para se ler os eBooks da Amazon: basta utilizar o Leitor em Nuvem.

Ninguém

Karen Alvares

Um jovem hacker passa seus dias à procura de horrores na Deep Web, até que o próprio Horror finalmente o encontra. E as consequências são piores que a morte. Da autora revelação no gênero de terror e do elogiado thriller Alameda dos Pesadelos.

The Schroedinger Show

Carlos Orsi

Quando a avançadíssima indústria cultural do futuro resolve explorar os paradoxos da mecânica quântica, toda a galáxia treme. Um conto de ficção científica de Carlos Orsi, autor de As Dez Torres de Sangue.

Saltimbanco

Marcelo A. Galvão

Ao fazer um pedido especial aos deuses, um jovem artista descobre que até mesmo as divindades têm um senso de humor peculiar. Conto de Marcelo A. Galvão, autor de Vida e morte do último astro pornô na Terra.

A toca das fadas

Clara Madrigano

Jack e seu irmão encontraram a toca das fadas. Ou é o que Jack acredita. Mas conforme sua obsessão cresce, as coisas deixam de ser divertidas, e as fadas talvez não sejam doces como o mel de que se alimentam.

Arcano XV

Ivan Mizanzuk

No Tarô, o Arcano XV é a carta do Diabo, que representa os perigos existentes em reprimirmos os impulsos naturais. Mas como sabemos o que é verdadeiro? Seria a natureza capaz de mentir? Prólogo para Até o Fim da Queda, romance de estreia de Ivan Mizanzuk.

Charlotte sometimes

Fábio Fernandes

Um homem, uma noite, um bar. O que ele faz ali? Entre os vapores do gelo seco e as névoas da amnésia, Júlio busca uma resposta para tantas dúvidas que o assombram. Mas ele pode não gostar do que vai encontrar entre os escombros da sua memória – ou será a memória de outra pessoa?

Tá esperando o quê? Vai lá conferir!

Para saber mais:

  1. Como comprar (e ler) livros da Amazon sem ter Kindle: um guia passo a passo que ensina como comprar (ou baixar de graça) eBooks da Amazon.

Conto Finalista do Brasil em Prosa GRÁTIS na Amazon

XVII Bienal do Livro Rio - Brasil em ProsaNo último Domingo, dia 6, este Escriba Encapuzado esteve na XVII Bienal Internacional do Livro do Rio para receber o prêmio de finalista do concurso Brasil em Prosa, promovido pela Amazon em parceria com a Samsung e o jornal O Globo. Foi uma viagem rápida, mas repleta de emoções.

Para celebrar, Doses de orgulho e vergonha está disponível GRÁTIS na Amazon até sexta-feira, dia 11. Sim, se você ainda não teve a chance de conferir, aproveite agora a oportunidade! Se tiver dúvida sobre como ler livros da Amazon sem Kindle, confira o guia passo a passo que publiquei aqui no site (o link está no final do artigo).

Sobre o evento? Ora, foi um verdadeiro…

Encontro de Talentos

Além de experimentar um quinhão do reconhecimento que tantos escritores almejam, eu tive o privilégio e o prazer de interagir com diversos colegas de ofício, em especial Eduardo Sabino, Bibiana Barrios e Bruno Ribeiro, autores dos contos selecionados Sombras, O Coelho Branco e A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, respectivamente (links para os contos no final do artigo).

A cerimônia foi apresentada por FML Pepper, autora da trilogia Não Pare, best-seller da Amazon. Depois da entrega dos prêmios, Pepper se juntou ao jornalista d’O Globo Guilherme Freitas e ao crítico literário José Castello, ambos jurados do concurso, para um bate papo com os três grandes premiados – infelizmente, a escritora Carola Saavedra não pôde estar presente.

Brasil em Prosa - XVII Bienal Internacional do Livro Rio

Os três grandes premiados ao lado dos finalistas, jurados e equipe que promoveu o Concurso Literário Brasil em Prosa.

Eduardo, Bibiana e Bruno falaram sobre o processo de criação de seus contos, referências literárias, a experiência com a autopublicação na Amazon, planos para o futuro. Embora tenha fugido um pouco do tema anunciado – Criação e distribuição da literatura contemporânea: do papel às plataformas digitais – , o debate foi bem rico.

O conselho mais valioso foi dado por Castello: “Independente da questão da plataforma, o que vem antes de tudo é a escrita como procura de si mesmo. Sejam intransigentes: se vocês cismarem que uma sombra, um coelho ou uma mosca são o centro de um conto ou romance, escrevam assim.”

Doses de orgulho e vergonha: leia de GRAÇA e avalie.

Ainda não conferiu o conto que figurou entre os 20 finalistas do Concurso Brasil em Prosa? Tá esperando o quê? Clica aí ao lado, ó! Doses de orgulho e vergonha está disponível de graça até sexta-feira, dia 11.

Vale lembrar que o retorno dos leitores é uma das maiores recompensas para o escritor, portanto, depois de ler, deixe sua avaliação lá na Amazon, aqui embaixo nos comentários, na fanpage no Facebook ou mande por e-mail para contato@escribaencapuzado.com.br.

Um brinde a todos os que me apoiam e incentivam. Até a próxima. 😉

Para saber mais:

  1. Como comprar (e ler) livros da Amazon sem ter Kindle: um guia passo a passo que ensina como comprar (ou baixar de graça) eBooks da Amazon.
  2. Concurso Brasil em Prosa consagra vencedores na Bienal do Livro 2015: matéria do jornal O Globo sobre a cerimônia de premiação ocorrida no último Domingo, dia 6 de setembro.
  3. Sombras, de Eduardo Sabino: leia o conto do meu parceiro novalimense publicado no jornal O Globo.
  4. O Coelho Branco, de Irka Barrios: leia o conto da minha querida colega de oficina no jornal O Globo.
  5. A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero: leia o conto do grande Bruno Ribeiro no jornal O Globo.

Como comprar (e ler) livros da Amazon sem ter Kindle

Já não é novidade que estou participando do Brasil em Prosa, concurso de contos promovido pela Amazon em parceria com a Samsung e o jornal O Globo. Publicado há duas semanas, Doses de orgulho e vergonha está recebendo avaliações excelentes e tem figurado entre os 20 mais vendidos da categoria. Yay!

Muitas pessoas interessadas em ler o conto têm tido dúvidas sobre como adquiri-lo: onde clicar pra comprar? É preciso criar conta? Só dá pra ler no Kindle? Decidi elabora um pequeno guia passo a passo; depois dele será fácil comprar (e avaliar) o Doses de orgulho e vergonha, bem como qualquer outro livro à venda na Amazon.

Vamos lá?

Dica: para ampliar uma imagem clique sobre ela, depois localize e clique no ícone semelhante a este aqui…

1.  Acessar a Amazon e criar uma conta de usuário

Primeiro, acesse o site da Amazon no Brasil (http://www.amazon.com.br); a página inicial será semelhante à da tela abaixo (Figura 1). No canto superior direito, clique em “Sua conta”; como você ainda não tem uma, clique em “Comece aqui” para criá-la agora.

Amazon - Brasil em Prosa

Figura 1

Na tela seguinte (Figura 2) você terá que informar alguns dados essenciais; atente para o e-mail e as senhas informadas. Quando tiver preenchido tudo, clique no botão “Criar conta”. Pronto, conta criada! Não é preciso autenticar o cadastro nem nada do tipo.

Amazon - Brasil em Prosa

Figura 2

Note que o nome informado no cadastro já aparece no canto superior direito da tela (Figura 3), logo acima de “Sua conta”. Agora você já pode navegar e comprar pelo site da Amazon. Por ora você não tem que se preocupar com mais nada além de localizar o livro que deseja.

2.  Localizar e comprar o livro desejado

A página inicial da Amazon (Figura 3) lista uma série de sugestões, mas você está procurando um livro específico, não é mesmo? Heh… No centro superior, clique no espaço em branco e digite Doses de orgulho e vergonha; note que a Amazon dará a possibilidade de buscar por livros físicos (“Livros”), eBooks (“Loja Kindle”) ou ambos – clique na opção “Loja Kindle”.

Amazon - Brasil em Prosa

Figura 3

Dica: a busca também pode ser feita pelo nome do autor. Experimente buscar por T.K. Pereira.

A tela seguinte (Figura 4) mostrará o resultado da busca e alguns dados básicos dos livros, como tipo (físico, eBook Kindle), data de lançamento, total de avaliações de leitores, preço – sobre o Kindle Unlimited adiante. Desta tela já é possível comprar através do botão “Compre agora com 1-Clique”, mas antes você quer conhecer melhor o produto, certo? Então basta clicar no título do livro.

Figura 4

Figura 4

A próxima tela (Figura 5) mostra todos os dados disponíveis sobre o livro, incluindo sinopse, formato, número de páginas, editora, idioma, posição nas listas de mais vendidos da Amazon, avaliação média. A Amazon ainda informa o comprador de que é possível ler mesmo sem ter um Kindle: basta instalar aplicativos gratuitos de leitura no computador, smartphone, tablet.

Neste guia eu vou mostrar como ler diretamente na Internet, sem precisar instalar nada, usando o “Leitor em nuvem” (ou Cloud Reader), serviço gratuito da própria Amazon. Note que abaixo do botão “Compre agora com 1-Clique” já está listada a opção “Entregar para: Leitor em nuvem Kindle” – ela é padrão para quem se cadastra diretamente pelo site da Amazon.

Para comprar Doses de orgulho e vergonha utilize o botão “Compre agora com 1-Clique”.

Figura 5

Figura 5

Dica: abaixo do botão “Compre agora com 1-Clique” há a opção “Leia de graça”; isso é possível se você se cadastrar no Kindle Unlimited, serviço que cobra uma mensalidade (R$ 19,90) para que o usuário possa ler quantos livros quiser. Você também pode experimentar o serviço gratuitamente por 30 dias.

 3.  Endereço de Entrega e Forma de Pagamento

Na tela seguinte (Figura 6) você deverá preencher um endereço de entrega e um telefone para contato. “Mas o livro não é digital?”, você pergunta; sim, sim, mas vai que um dia você queira comprar um livro físico, certo? Depois de preenchidos os campos, clique no botão “Continuar”.

Figura 6

Figura 6

Depois a Amazon pedirá seu CPF (Figura 7); informe-o e clique no botão “Continuar”.

Figura 7

Figura 7

Agora falta pouco pra finalizar a compra. Nesta tela (Figura 8.1) você pode ver a capa do eBook, o endereço fornecido anteriormente e uma mensagem informando que “houve um problema com sua compra” – não se preocupe, isso só acontece porque é preciso informar uma opção de pagamento (dividida em duas etapas).

Abaixo de “Cartões de crédito”, clique na opção “Adicionar um cartão” para exibir três novos campos onde você informará: “Número do cartão de crédito”, “Nome do titular do cartão”, “Data de vencimento do cartão”; esta é a etapa 1 de 2.

Figura 8

Figura 8.1

Depois de preenchidos os campos, você pode clicar no botão “Próximo” e, na etapa 2 de 2 (Figura 8.2), confirmar o endereço que você informou anteriormente ou cadastrar outro endereço.

Figura 8.2

Figura 8.2

A Amazon aceita apenas pagamentos com cartão de crédito (bandeiras Visa, Mastercard, Diners Club e Elo).

Confira na tela (Figura 9) os dados do cartão de crédito que você informou; tudo certinho? Então é só clicar no botão “Continuar” acima da capa do eBook e…

Figura 9

Figura 9

… pronto, conto comprado! Agora você pode seguir direto para a leitura clicando no botão “Leia agora no Kindle Cloud Reader” (Figura 10).

Figura 10

Figura 10

4.   Lendo o conto na Internet

Se você não tem Kindle e seguiu os passos deste guia, então o eBook já está disponível para leitura a partir do “Leitor em nuvem Kindle” (Kindle Cloud Reader; Figura 11). Você pode acessar o leitor quando quiser pelo link http://ler.amazon.com.br – use os mesmos e-mail e senha cadastrados na Amazon e clique no botão “Iniciar sessão”.

Figura 11

Figura 11

Na tela inicial você já verá a capa do eBook Doses de orgulho e vergonha. Basta clicar nela para abrir e ler o conto (Figura 12) – para passar as páginas, é só levar a setinha do mouse até o centro direito ou esquerdo da tela e clicar na setinha que irá aparecer. Muito simples, não?

Figura 12

Figura 12

5.  Avaliando o conto na Amazon

Avaliações são importantes, pois elas ajudam a dar visibilidade ao conto no site da Amazon. Para avaliar, volte ao site da Amazon e acesse sua conta; no topo superior direito, próximo ao seu nome, clique em “Sua conta” (Figura 13).

Figura 13

Figura 13

Na tela seguinte (Figura 14), role até o final da página e na área “Personalização” clique na opção “Avalie suas compras”.

Figura 14

Figura 14

A Amazon listará a seguir (Figura 15) todos os livros que você adquiriu e cinco estrelas em branco; para votar, passe a setinha do mouse sobre a quantidade de estrelas que desejar e clique.

Figura 15

Figura 15

 

Além das estrelinhas, a Amazon pede que você faça um comentário de pelo menos 20 palavras e informe um título para sua avaliação (Figura 16). Confira seu nome ao lado das estrelinhas, despeje elogios ao meu conto (ou não) e clique no botão “Enviar”. Prontinho.

Figura 16

Figura 16

 

Dica: você também pode deixar sua avaliação acessando a página do conto na Amazon. Role até o final da página e, na área “Avaliação de clientes”, clique no botão “Escrever uma avaliação” (Figura 17).

Figura 17

Figura 17

Doses de orgulho e vergonha: compre, leia e avalie.

Os 20 finalistas do concurso Brasil em Prosa serão anunciados no dia 20 de agosto. Se você ainda não conferiu meu conto, clique aí ao lado para ir ao site da Amazon e comprar Doses de orgulho e vergonha – é curtinho (3 das 13 páginas totais) e custa apenas R$ 1,99 (menos do que um pacote de balas Halls).

Já leu e não opinou? Então corre lá e deixe sua avaliação na Amazon, afinal, é para você que escrevo e só com seus comentários posso me tornar um escritor cada vez melhor.

E aí, leitor, dúvidas? Comenta aí embaixo que eu tiro. 😉

Para saber mais:

  1. Como ler livros para Kindle sem ter que comprar um Kindle: este guia do site Vida sem Papel ensina como ler eBooks utilizando os aplicativos da Amazon para computador, smartphones e tablets.

10 vantagens da autopublicação de livros

Principiante ou veterano, todo escritor já cogitou utilizar alguma plataforma de autopublicação. Eu confesso que o fiz várias vezes, mesmo vendo a publicação como um projeto de longuíssimo prazo. Costumo acompanhar novidades sobre o assunto, pois é sempre bom estar atento às possibilidades ofertadas pelo mercado editorial.

As plataformas de autopublicação estão proliferando no Brasil, graça, obviamente, à Internet. Além do pioneiro serviço da Amazon, o Kindle Direct Publishing, os escritores brasileiros têm agora à disposição o Publique-se da Livraria Saraiva, o iba, o Bookess, o Clube dos Autores, o Kobo Writing Life e o recente e-Galáxia.

Uma rápida pesquisa virtual revela essas e muitas outras plataformas. As seis supracitadas foram indicadas pelo site parceiro Listas Literárias, que indicou também o Google Play, para dispositivos móveis – este requer o pagamento de uma taxa de $25. Também são muitos os sites que enumeram os prós e contras da autopublicação.

Por esses dias, topei com um interessante infográfico que lista 10 razões pelas quais vale a pena autopublicar um livro. A seguir, compartilho a tradução livre do texto, pontuada por breves considerações minhas. Espero que seja de alguma utilidade para os colegas, aprendizes ou não, que já disponham de livros prontos para publicação.

Elaborado por Shawn Welch, autor de três livros, entre eles APE: Author, Publisher, Entrepreneur — How to Publish a Book, o infográfico está disponível no idioma original aqui.

Publicação Artesanal: TOP 10 razões para autopublicar
  1. Conteúdo e controle do projeto

    Quando autopublica um livro você pode controlar seu conteúdo, tamanho, e aparência. Mas caso o livro não seja bom não haverá editor ou comitê editorial para culpar.

    Toda liberdade implica em responsabilidade. O autor deve comprometer-se profissionalmente com sua obra. Em se tratando de e-books, as plataformas disponíveis hoje no mercado cuidam bem dos aspectos essências da produção, como diagramação e disponibilização em formatos compatíveis com diversos modelos de e-readers, tablets e celulares.

    Contudo, há pouca ou nenhuma preocupação com a questão visual (capa, ilustrações) e com a revisão do texto, por exemplo. O autor deve cuidar de tais questões por conta própria ou arcar com os custos de profissionais especializados, caso reconheça sua limitação ou deseje uma qualidade digna de obras lançadas por editoras.

  2. Tempo para comercializar

    O livro pode estar disponível no mercado em menos de uma semana tão logo se finalize uma versão revisada. Uma editora tradicional leva de seis a nove meses para pôr um livro impresso no mercado e não liberará uma versão digital antes da impressa.

    O livro sai mais rápido, mas, em contrapartida, não conta com todo o aparato de divulgação de uma editora, nem será promovido pela plataforma escolhida – a menos que se pague por isso. Caberá ao próprio autor divulgar o trabalho, o que requer tempo e dedicação – o esforço pode ser ainda maior, caso ele não tenha qualquer noção de marketing.

    A Internet é, obviamente, uma poderosa aliada do escritor, mas como qualquer ferramenta só é útil quando utilizada corretamente – e não, assinar comentários aleatórios em blogs, fóruns e grupos de discussão com o nome e local de compra do livro não é uma boa forma de divulgá-lo.

  3. Longevidade

    Quando uma editora tradicional deixa de comercializar um livro, o autor passa a ter pouco retorno financeiro. Com a autopublicação, você pode manter seu livro no prelo para sempre – ou ao menos pelo tempo necessário para que os leitores te descubram.

    Com a autopublicação você não corre o risco de ver seu livro tornar-se mais um espécime raro a habitar as prateleiras poeirentas de bibliotecas ou sebos por não ter conseguido acordo para novas (e maiores) tiragens.

  4. Revisões

    Na publicação tradicional podem ser necessários meses para reparar erros, pois as editoras só imprimem edições revisadas depois de esgotarem todo o estoque atual. O autopublicado pode revisar seus livros imediatamente junto aos revendedores de e-books online e às gráficas de impressão sob demanda.

    Sim, tal possibilidade é excelente, mas, como dito anteriormente, o ideal é prezar pela revisão profissional antes da disponibilização do livro no mercado – é claro que sempre existirão erros. Considero como vantagem também poder incrementar o livro posteriormente com apêndices, mapas, ilustrações, etc., permitindo a criação de edições comemorativas ou especiais.

    Eis o lado negro dessa facilidade: ceder à tentação de modificar tanto a obra quer por vontade própria quer para atender ao feedback de leitores que ela acabe se tornando outra coisa, o que não seria justo com os compradores das edições iniciais. Não acho improvável acontecer.

  5. Royalty maior

    O royalty recebido de uma editora tradicional varia entre 10% e 15% dos lucros das vendas do livro. A Amazon, por outro lado, paga royalty de 35% ou mais.

    No Brasil, a renda do escritor autopublicado normalmente gira em torno dos 30% – na Amazon é possível receber até 70%, desde que a obra seja inscrita num serviço especial chamado KDP Select, o qual impõe algumas restrições. Aparentemente, a porcentagem oferecida por essas plataformas ainda é superior àquela ofertada pelas editoras, o que é um grande atrativo, ainda mais para os escritores em início de carreira.

    Contudo, cabe sempre frisar que é indispensável ler com atenção todas as clausulas do contrato para evitar surpresas desagradáveis no futuro. Outra preocupação é ficar atento às políticas de exclusividade.

  6. Controle de Preço

    A autopublicação permite alterar livremente o preço do livro. Você pode determinar um valor mais baixo para tentar vender mais cópias ou um valor mais alto para sinalizar a qualidade do produto.

    Perfeito para promover promoções. Contudo, é preciso ter consciência e confiança no valor de seu trabalho para não correr o risco de praticamente dar o livro apenas para ser lido ou tornar-se conhecido. Escrever, afinal, é uma profissão.

  7. Distribuição global

    A autopublicação permite alcançar a distribuição global do e-book já no primeiro dia. O Kindle Direct Publishing listará seu e-book em 100 países. O iBookstore da Apple alcança 50 países.

    A princípio, não vejo vantagem aqui, a não ser que o livro esteja disponível em outros idiomas e conte com uma tradução profissional – nada de tacar o texto num tradutor automático e sair por aí publicando, como muitos picaretas têm feito.

  8. Controle de Direitos Estrangeiros

    Caso o livro seja um sucesso, editoras estrangeiras te contatarão para adquirir os direitos para seus países. Neste cenário, é possível que seu lucro seja maior por não precisar compartilhar receita com uma editora tradicional.

    Ei, não custa sonhar, certo?

  9. Estatísticas

    A maioria dos revendedores de e-books online e das gráficas de impressão sob demanda dão os resultados das venda em tempo real, ou quase. Editoras tradicionais fornecem extratos de royalty duas vezes ao ano – imagine gerir um negócio com dois relatórios de vendas por ano.

  10. Flexibilidade de Negociação

    O autopublicado pode firmar qualquer tipo de acordo com qualquer tipo de organização. As editoras tradicionais vendem apenas para os revendedores, exceto por vendas volumosas para grandes organizações.

    Vale reforçar: é preciso ficar de olho no contrato e nas políticas da plataforma utilizada, já que algumas podem exigir exclusividade sobre a distribuição da obra.

E aí, caro leitor, você concorda com as vantagens listadas pelo senhor Welch? Comente abaixo.

Para saber mais:

  1. Autopublicar ou procurar uma editora? – dicas do escritor parceiro Alexandre Lobão.
  2. Os abacaxis da publicação independente: o outro lado da moeda, pelo escritor Henry Alfred Bugalho.
  3. 7 plataformas para autopublicação: artigo do site parceiro Listas Literárias, de Douglas Eralldo
  4. Podcast Ghost Writer – Ebooks: episódio com a participação dos escritores Eduardo Spohr e Marcelo Amaral.
  5. Curso Self-Publishing: com o apoio Terracota Editora, Vanderley Mendonça, editor independente com formação nos EUA e Alemanha, ministrará este curso em São Paulo em setembro e outubro deste ano (2013).
  6. APE: Author, Publisher, Entrepreneur — How to Publish a Bookblog do livro de Shawn Welch, autor do infográfico traduzido e disponibilizado neste post.
  7. 7 coisas que aprendi – por Douglas Eralldo: a contribuição do autor de Morgan: O Único e O Titereiro dos Mortos.
  8. 7 coisas que aprendi – por Marcelo Amaral: a contribuição do autor de Palladinum – Pesadelo Perpétuo.

Li e Comento: O Homúnculo (Conto)

PenaPenaPenaPena

Saiba antes de ler: além de romances e livros sobre a arte da escrita, tenho o hábito de ler historietas avulsas por aí. Senti a vontade de comentar sobre esses textos breves, portanto, eu comentarei por aqui sobre contos, novelas e outras leituras mais enxutas. Note-se que este post não é uma resenha, mas um apanhado de considerações breves suscitadas após a leitura do texto.

Publicado pela primeira vez na antologia de terror Brinquedos Mortais, da Editora Draco, O Homúnculo é um conto do falecido escritor mineiro Saint-Clair Stockler que mistura ficção científica e terror numa história perturbadora.

Num futuro não tão distante, a evolução da tecnologia de manipulação de genes permite aos seres humanos brincarem de Deus. E nem é preciso ser um cientista para isso. Desembolsando alguns trocados, qualquer cidadão pode adquirir a mais nova sensação da engenharia genética: o homúnculo, um brinquedinho biológico desenvolvido com o único proposito de entreter seus proprietários.

Narrado em primeira pessoa, este conto breve contém um terror sutil: aqui o leitor não teme o monstro que espreita nas sombras, mas aquele que vive em cada um de nós. Mais terrível que esse pensamento é cogitar que quanto mais progredimos como espécie, mais insensíveis e individualistas nos tornamos.

Imersos em mesquinhez e na busca incessante por formas de entretenimento que ofereçam uma fuga da nossa realidade, mal nos damos conta (ou não nos importamos mesmo) que isso se dê à custa da humilhação e do sofrimento alheio. Excelente conto. Não pude evitar imaginar que seria ainda mais aterrador se o protagonista fosse alguém mais jovem.

Dada a qualidade da prosa não é exagero dizer que um verdadeiro talento se perdeu com o falecimento do escritor. A versão Kindle do conto foi disponibilizada de graça pela editora no site da Amazon.

Para saber mais:

  1. Li e Comento: minhas breves considerações sobre contos, novelas e outras narrativas curtas.
  2. Brinquedos Mortais: informações sobre a coletânea lançada pela Editora Draco.
  3. Saint-Clair no Skoob: algumas obras que contam com a participação do escritor.
  4. Saint-Clair Stockler: site que o escritor costumava manter.
  5. Sobre Dias Estranhos: no site de Tibor Moricz, um depoimento de Saint-Clair sobre o livro de contos que publicou e que, atualmente, é bem difícil de encontrar.

Li e Comento: Fritei minha dignidade no bacon (Conto)

PenaPenaPena

Saiba antes de ler: além de romances e livros sobre a arte da escrita, tenho o hábito de ler historietas avulsas por aí. Senti a vontade de comentar sobre esses textos breves, portanto, eu comentarei por aqui sobre contos, novelas e outras leituras mais enxutas. Note-se que este post não é uma resenha, mas um apanhado de considerações breves suscitadas após a leitura do texto.

Fritei minha dignidade no bacon foi escrito pela escritora e ilustradora carioca Alliah, que já participou de várias antologias, tem um livro publicado (Metanfetaedro) e já contribuiu para a série “7 coisas que aprendi”. Trata-se de um conto bizarro… e muito bom!

Imagine um Rio de Janeiro alternativo, fantástico e estranho, onde há alegorias carnavalescas vivas e traficantes de Nutella (!). Pois é nesse cenário improvável que se passa a história de uma veterinária à caça de um quase extinto naco de bacon para a cobiçosa esposa grávida.

Alliah apresenta uma surpresa atrás da outra e várias vezes me vi relendo algum trecho para ter certeza de que não estava alucinando. Os personagens são ótimos em suas esquisitices – achei deslocado o uso do inglês nos diálogos da protagonista, já que, apesar de descender de estrangeiros, ela foi criada no Brasil.

Incomodaram-me as trocas de foco entre os personagens, mais em razão de ter lido em e-book, que separava os pontos de vista (seria este o termo correto?) apenas com espaços, ao invés de utilizar asteriscos ou outro símbolo qualquer de separação (mas aí já é chatice da minha parte). Também achei desnecessário falar sobre o traficante.

Senti falta de justificativas para a existência de um universo tão bizarro, porém, entendo que estas não encontram lugar no espaço curto de um conto. Este é meu primeiro contato com o new weird e, graças autora, pretendo buscar mais textos deste gênero literário

O conto em formato do Kindle está disponível para compra na Amazon por apenas R$ 2,99.

Para saber mais:

  1. Li e Comento: minhas breves considerações sobre contos, novelas e outras narrativas curtas.
  2. Trecho gratuito do conto: post no blog da autora onde ela comenta sobre o conto e disponibiliza um pequeno trecho. É uma opção para quem está em dúvida se compra ou não, mas aviso que há spoilers.
  3. Alliah: site oficial da escritora e ilustradora, onde ela lista todos os seus trabalhos publicados.
  4. 5 influências na obra de Alliah: texto interessantíssimo publicado no site da Editora Draco. De novo: há spoilers do conto.
  5. Resenha de Metanfetaedro: Antônio Luiz M. C. Costa escreve sobre o primeiro livro da autora, uma coletânea de contos new weird.
  6. O estranho gênero new weird: podcast do site HomoLiteratus sobre este gênero não tão novo assim.
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